domingo, 13 de maio de 2012

O segredo de quem tem dinheiro

Qual o significado de riqueza para você? Como você definiria riqueza?
Se para você, riqueza é ter recursos suficientes para comprar o carro dos seus sonhos, uma casa imensa de frente para a praia ou uma viagem ao redor do mundo, lamento dizer, que quando conseguir isso, provavelmente sua frustração será muito grande. Você perceberá que a posse de bens materiais apenas alimenta a ansiedade pela acumulação cada vez maior de novos bens. A ganância humana não tem limites e por isso a aquisição jamais o fará feliz.
A prova disso está em jornais e revistas, basta ver os fatos. Existem centenas de exemplos de pessoas endinheiradas que não são felizes. Suicídios, divórcios e tragédias são tão freqüentes entre os ricos quanto entre os mais pobres. E é muito fácil encontrar felicidade em uma comunidade simples, em que o convívio e as atividades sociais proporcionam um prazer que está perante os olhos de todos.
Uma pesquisa do Instituto Gallup, feita entre 450 mil americanos entre 2008 e 2009, constatou um fato interessante de que o bem-estar emocional das pessoas – ou seja, a felicidade – é proporcional à sua renda, até o patamar de 75 mil dólares anuais (cerca de 135 mil reais), ou pouco mais de 6 mil dólares mensais. A pesquisa afirma que a felicidade aumentava conforme a renda crescia, mas o efeito parava aos 75 mil dólares. Ou seja, uma vez atendidas as necessidades básicas da família, o aumento da renda não conseguia se traduzir em maior felicidade.
Seis mil dólares é a renda compatível com a média americana, necessária para a compra da casa própria, um carro, de educação de qualidade para os filhos, mas sem muitos luxos. No Brasil, esse padrão de vida pode ser conquistado com ganhos bem menores, variando de onde a de onde a família vive.
Uma outra pesquisa mais antiga, feita pelo IBOPE em 2002, trazia uma estatística interessante: 41% das pessoas com renda mensal igual ou inferior a 379 reais declaravam-se felizes, enquanto apenas 25% das pessoas com renda superior a 4.500 reais afirmavam o mesmo. Em outras palavras, uma parcela maior das pessoas com menos renda se autodenominava feliz em comparação à população de maior renda no Brasil. Um detalhe interessante que se conclui dessa pesquisa: como a maioria da população brasileira está na faixa inferior de renda, não se pode negar que o povo brasileiro seja feliz.
Diante dos obstáculos para conquistar um nível de renda que lhe garantisse a felicidade, se lhe fosse proposta uma opção entre dois caminhos a seguir na vida, qual você escolheria: ter muito dinheiro ou ser feliz? A resposta não é difícil. Mas esse esforço só dependerá de você, esteja certo disso.
Por isso repense na pergunta que você certamente já ouviu: “Dinheiro traz felicidade?”. Mas pense principalmente no sentido da palavra felicidade pra você. Quem sabe dar um abraço forte nas pessoas que ama, se espreguiçar na cama por uns dois minutos antes de levantar, dedicar tempo e curtir o carinho dos filhos, e por aí vai… Muitas das coisas importantes da vida são gratuitas. Quantas pessoas estão deixando de curtir as coisas mais importantes da vida, estão deixando a vida simplesmente passar? Quanto custaria gastar um pouquinho do seu tempo para simplesmente, como dizem os jovens, curtir a vida? Curtir a vida pode não custar nada se você quiser.
Deus nos dá uma quantidade enorme de presentes diários e muitas vezes não conseguimos nem aproveitá-los. Sempre justificamos a razão de não aproveitar esses presentes por milhares de desculpas. A principal delas é a correria do dia a dia, motivada por um ritmo intenso de trabalho, que, por sua vez, é justificado para lhe trazer dinheiro, que será usado para pagar as contas e dar acesso às coisas que, aparentemente, lhe darão prazer. Em muitos casos você está abrindo mão de sua família e de seus amigos. Será que vale a pena?
As melhores coisas da vida estão disponíveis para qualquer ser humano. Ganhar bem é diferente de ser rico. Há muita gente com muito dinheiro que declaradamente não é feliz, assim como tem muita gente que vive humildemente e diz que é feliz. A estatística mostrou isso. Lembre-se: “qualidade de vida não está associada ao tamanho de sua renda, mas na forma como você administra aquilo que você ganha”. Em outras palavras, sua riqueza não depende de quanto você ganha, mas de quanto gasta ou do que faz com aquilo que ganha.
Muitas pessoas não enriquecem porque não fazem planos ou porque os fazem, mas não os executam. Porém esse não é o único motivo do não enriquecimento. Outro motivo de as pessoas não enriquecerem é porque cometem erros. Todos cometemos erros e não pense que para enriquecer você terá de eliminar completamente os erros da sua vida. Entre os vários motivos que levam as pessoas a não se tornarem ricas existem quatro grandes erros comuns a praticamente todo ser humano.
Veja alguns erros básicos cometidos pelas pessoas que não conseguem enriqueceu:
1.    DESPREZAR OS PEQUENOS VALORES: O pequeno gasto nem sempre é um problema. O problema é quando ele é ignorado, acontece com certa freqüência, sai de nossas contas e ainda pensamos que há verba disponível para assumir outros gastos. Quem pensa assim acaba acumulando dívidas sem saber por que, e pior: ao rastrear suas contas, acaba achando que o vilão da história é o “cafezinho” que o mantém acordado e produtivo no trabalho. O vilão, na verdade, é seu desprezo pelos pequenos valores.
2.    NÃO SE ESFORÇAR POR UMA BOA NEGOCIAÇÃO: Os vendedores profissionais são treinados para vencer. Portanto, aprenda a comprar agindo como um vendedor! Você não estará vendendo um produto, estará vendendo a idéia de que seu dinheiro vale muito. E ele vale mesmo.
3.    NÃO TER PERCEPÇÃO FINANCEIRA: Percepção financeira é pensar como um banqueiro. O banqueiro, e também o bom empreendedor, é aquele que usa o dinheiro dos outros porque sabe dar a esse dinheiro um fim que lhe renda mais do que o valor a pagar de juros.
4.    NÃO SABER AONDE QUER CHEGAR: Quais são seus objetivos? Quanto de sua renda você planeja poupar ou investir? Em quanto tempo se aposentará? Não importa quanto você pretende se esforçar para atingir seus objetivos. Os meios de atingi-los precisam estar claramente definidos.
Estes são alguns erros muito freqüentes, e talvez você tenha se identificado com alguns deles, por isso é hora de mudar sua postura a partir de hoje. Mas lembre-se de que se você acha que será feliz somente quando tiver muito dinheiro, sinto dizer que isso é pura ilusão. A felicidade se constrói no dia a dia, a cada momento. E dinheiro não é um objetivo, não é a felicidade. Dinheiro é como um cupom que lhe proporciona meios de curtir aquilo que você ama ou aprecia muito. Agindo de forma objetiva e centrada, você será uma pessoa rica em todos os sentidos da palavra riqueza. O mínimo que você conseguirá será a independência financeira e tranqüilidade até o fim da vida. E talvez essa tranqüilidade faça sua vida durar mais.

(Matéria retirada do programa Sado Extra)

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